PROJETO  PARQUE PINHERIOS


PROJETO PARQUE PINHEIROS NOVA LAPA - VILA LEOPOLDINA

 

ORIENTADORA: ANA CECÍLIA DE ARRUDA CAMPOS

TRABALHO INDIVIDUAL 

 

RIO E A CIDADE São Paulo representa um paradoxo de excesso e falta d’água. No triste panorama típico das cidades brasileiras que, ao longo do século XX, renegou seus rios e corpos d’água ao desejável plano da urbanidade. A população tem percebido o rio como um lugar inóspito, sujo e desagradável, por esse motivo a cidade tem crescido sobre ele ou dando-lhe às costas. São áreas que se tornam residuais. A água urbana não é apenas uma questão de técnicas mecânicas da engenharia convencional

 

Traçado natural Rio Pinheiros

Esquema gráfico da marquise

O PARQUE PINHEIROS é a retomada dos Rios a cidade, é a prática da busca da tolerância entre água e concreto, onde o traçado meâdrico do rio influencia até no desenho da marquise. Para tanto, três eixos estruturadores foram traçados: Agua, Marquise e  Vegetação

A PROPOSTA A caótica e sufocante Marginal Pinheiros dá lugar a um Parque linear que trás vida de volta ao Rio Pinheiros. A essência do projeto é dada a partir da confluência dos rios. O resgate do encontro das águas, de alto valor simbólico direcionou as intervenções que partiram dos espaços livres públicos como estruturadores. Daí nasce o Parque Pinheiro ao longo de sua orla. 

O TEMA  A escolha de elaborar um Parque Linear para prover a essa população um espaço público de qualidade, vem da apropriação das qualidades pré-existentes na área. O que o território tem como característica mais forte nesta área são os dois grandes rios e a várzea que os contem. Sendo assim, não haveria forma melhor de convidar a população para este convívio sem relaciona-lo com o convívio territorial. Não estamos aqui propondo um parque temático, ou esportivo, mas um lugar que contemple e anuncie as potencialidades do que já existe por si só. O Parque Pinheiros deve chamar a população para essa convivência, possuindo espaços gerados pelo próprio projeto paisagístico e pela apropriação dos usuários, atrativos relacionados a natureza e ao rio permitindo diversas interações.

A VEGETAÇÃO

December 11, 2015

O desenho paisagístico criado gera espaços, vivências e sensações diferentes para o usuário. É um projeto que deixa claro a importância dos espaços livres como infra-estrutura necessária e transformação da paisagem vital para a vida urbana

AS ÁGUAS

December 11, 2015

Passam a ter múltiplos usos, o imponente Rio Pinheiros ganha mais espaço, deixando de estar sufocado por vias, volta a ter vida e passa a ser não apenas um elemento integrador de paisagem, se tornando também navegável.

A MARQUISE

December 11, 2015

Com seus 1.580 metros que percorrem todo o parque, um elemento arquitetônico de proteção, coberto e aberto que, implantado num grande espaço livre, é um artifício marcadamente plástico que adquire status de estruturador do espaço. E, ainda, um elemento que dinamiza o espaço permitindo através de suas curvas e contracurvas maior movimento aos espaços ao redor; as ondulações dão vibração à paisagem de uma maneira inusitada e pouco comum às obras arquitetônicas, além disso suas curvas remetem ao original traçado meândrico do Rio Pinheiros.

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E o que é paisagem? É tudo aquilo que podemos ver. Eu deduzo que não existe mais a paisagem natural. De certa forma, todos os tipos de paisagem sofreram intervenções. Através da criação de espaços, o arquiteto paisagista tem condição de oferecer lugares saudáveis, locais agradáveis, direcionando a intenção que nós temos em determinada paisagem.”  Rosa Klias

O PROJETO paisagístico foi desenvolvido por três principais unidades de paisagem do parque, o setor do calçadão da orla e ciclovia, o calçadão via parque, e a marquise. A partir desses elementos criaram-se unidades de paisagem relacionadas a elas. O trabalho paisagístico proposto no parque busca unir a natureza ao meio urbano, procurando harmonizar está convivência.

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Calçadão Via Parque

No calçadão Via Parque foi criada uma malha de piso com duas cores que foram alternada. Vegetação composta por Ipê Branco e Jerivá.